
As dores de um paciente em fase terminal e de seus familiares, devido aos cuidados paliativos, estão sendo minimizadas. Para os envolvidos lidar com essa situação é muito difícil, pois o doente já sabe de sua atual condição de vida.
Para a família é difícil lidar com a dor física que seu familiar está passando, além de terem que se conscientizar que ele logo irá falecer. Por isso é necessário cuidar do sofrimento psicológico de todos os envolvidos para que eles possam acompanhar e ajudar o paciente nesse estágio.
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O conceito de cuidados paliativos é tentar trazer o máximo possível de bem estar, independentemente da condição do paciente como a melhoria dos sintomas, do efeito colateral de determinada situação e não necessariamente a cura. Para a Chefe do Depto. de Psicologia do Ambulatório de Geriatria e Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas da cidade de São Paulo, Valmari Cristina Aranha: "é o cuidar da dor, do sofrimento físico e psicológico, tanto para os pacientes quanto para os seus acompanhantes e ele só é feito quando todas as chances de cura já foram testadas e esgotadas".
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"Enquanto as pessoas estiverem com saúde é importante que elas consigam resolver suas mágoas para que possam morrer com tranqüilidade", diz Valmari. Quando isso não acontece os psicólogos tentam amenizar e resolver esses problemas com o paciente e seus familiares. Mas, quando não há familiares presentes, seja pela distância ou por algum problema que ocorreu e não foi resolvido, o tratamento paliativo cuida da dor psíquica. Os profissionais desta área ficam junto da pessoa e escutam tudo o que ela quer falar e somente dão conselhos quando são solicitados. Porém, eles analisam e avaliam o que dizer, pois cada caso é um caso.
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Os cuidados paliativos cuidam da dor total do paciente e englobam a dor física, psíquica, social e espiritual. É dar o auxílio ao paciente e seus familiares, dependendo da necessidade que cada um tem. Pode ser um remédio para a dor ou o acompanhamento psicológico junto à família. Segundo Valmari, "durante esse processo pode ser solicitada a colaboração de um terceiro, que facilite a comunicação com um membro da família".
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É muito importante que os envolvidos durante esse período de sofrimento não se sintam abandonados, e sim, seguros, confiantes e amados para que possam se conscientizar e dar continuidade aos seus afazeres, pois a vida para quem fica continua e devemos seguir em frente.
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Por Andrea Machado



